A falha improcedente

Lembra do tempo em que você, pausadamente, dizia-me com sua inabalável convicção que tinha medo do dia seguinte, medo do que ele poderia fazer com você e com o que você acreditava? Lembra do tempo em que sua criança sempre sentia relutância ao cruzar o limite entre ela mesma e a real idade do corpo que a carregava? Lembra da dança que fazíamos nas festas, da forma excludente e peculiar com que conversávamos entre nós, dos abraços sinceros que distribuíamos nas ruas, sem conhecer as pessoas, para adoçar a vida delas? Lembra quando você me perguntava se a aquela pessoa que falava na televisão olhando pra você realmente sabia que você estava ali, olhando pra ela? Lembra desses tempos, lembra?

Não. Você não se lembra. É a sua falha, a falha que sempre te acompanhou. Desde sempre, quem se lembra sou eu, porque você, você sempre se esquecia... tal qual hoje, um retorno incompleto. E você substituiu-se. Não pela criança, não pelo libertário, não pelo mártir. Pura e simplesmente, hoje, você é amnésia. É a parte que ninguém cultua, á a parte que ninguém quer ter.

Hoje, você é, mais do que tudo, o que eu não quero ser.

E eu ainda fico aguardando você atravessar a rua para me perguntar como fora o meu dia. Ainda penso que, a qualquer momento, você ligará pra mim, no meio do dia ou da noite, pra dizer que não consegue dormir, não consegue pensar que está perdendo seu tempo num momento sem consciência e tão irremediavelmente necessário... e eu iria dizer que você havia enlouquecido, sem sequer imaginar que isso realmente aconteceria quando você perdesse o dom de analisar as coisas com mais suavidade, a mesma que você deveria armazenar sempre para o dia seguinte.

E o que restou?A insônia. O incômodo completo. A imutável consciência que alguém errou, do seu lado, e nunca vai parar para pensar.

“O problema sempre se constitui quando existem sentimentos?”

E, por essa pergunta, eu vou me sentar e aguardar a resposta.

 

 

Entre a guerra, a ficção e o hilário

 

Para todos aqueles que anseiam por lutas sangrentas, excelente humor, mortes catastróficas e personagens brilhantes, tudo isso unido a uma narrativa de beleza ímpar e diálogos tarantinescos que ao longo dos tempos marcaram a história do cinema contemporâneo, “That’s a bingo!”. Corra ao cinema mais próximo e assista Bastardos Inglórios.

Sem perder as peculiaridades que tornam seu cinema reconhecível, desde as primeiras palavras do início dos créditos à última fala do filme, Tarantino consegue criar uma história divertidíssima, ainda que com um tema muito delicado: o nazismo na Segunda Guerra Mundial. Todavia, é importante ressaltar que, se você está esperando fidelidade histórica, esqueça. O filme não se atém aos fatos históricos, é independente e, obviamente, modificado, fato justificável em se tratando de um filme. O cinema não fundamenta seu objetivo em relatar ou resgatar fatos históricos na tentativa de amenizar ou justificar as falhas humanas antes cometidas, até porque, no caso do holocausto, não há cinema que o compense. A arte deve ser independente e criativa (e nisso Tarantino é mestre, diga-se de passagem).

Com um universo exagerado, repleto de personagens caricatas, e roteiro linear (como em Pulp Fiction), a trama de Bastardos Inglórios é composta por várias histórias que acontecem ao mesmo tempo e que, em determinado momento, culminam em seu encontro. O filme utiliza uma estética que busca elementos advindos da cultura pop, dos quadrinhos e dos games, divido em capítulos ou blocos (como em Kill Bill), bem ao gosto “tarantinesco”. Sua narrativa é, ainda, complementada por uma excelente trilha sonora. Assim, imagem e som dão o clima e a ambientação necessária para que o filme prenda o espectador do início ao fim.

            As atuações igualmente não deixam a desejar. É notório, em todo o decorrer do filme, as personagens muito bem posicionadas diante dos acontecimentos, ativas, bem interpretadas, marcantes. A confluência dessas características é mais um fator que torna o filme tão penetrante e expressivo. As cenas traduzem com eficácia o constante clima sério, frio e duro, fundamental para o tempo-espaço da trama, mas não abandona sua abordagem pertinentemente engraçada.

            Atribuindo destaque a um ator em específico, Christoph Waltz, no papel do coronel nazista Hans Landa, é indubitável a primazia com que ele incorpora a personagem. As cenas são minimalistas, os olhares trocados são diálogos completos. No primeiro encontro entre Shoshanna Dreyfus (interpretada pela competentíssima Mélanie Laurent), a judia que presencia a execução de sua família, e H. Landa, “o caçador de judeus” responsável por esse massacre, é possível sentir todo o peso, a agonia e a tensão do momento. E Christoph Waltz, minuciosamente, concretiza toda essa sensação em seu personagem. Além de tudo, é admirável ver uma personagem fluente em quatro idiomas. Realmente enriquecedor. Assistir a esse filme pressupõe analisar cada passo, cada gesto e cada fala de Hans Landa. Isso garantirá todo o fluxo de sentimentos (e de revoltas, para usar a especificidade) diante da figura vilã e marcante do nazismo corporificado.

            Para não deixar de sublinhar outras interpretações excelentes, avalie-se a notoriedade protagonista de Brad Pitt como Aldo Raine, líder de um grupo que planeja a execução dos líderes nazistas. É de uma comicidade tamanha em alguns instantes, que é impossível não se divertir. A atuação caricata, quase pop-art, conquista relevância e, por isso, novamente deve-se enaltecer um “parabéns” a Tarantino: para quem gosta da temática “guerra” e suas situações sanguinárias ou para quem gosta de risadas em momentos inusitados, o filme é totalmente indicado.

 Mélanie Laurent (Shoshanna) também incorpora bem um orgulho que pouco se vê na retratação do holocausto, visto que, ao ser fiel à realidade, qualquer mídia que se aventure a abordar o assunto o faz de forma a expressar a vulnerabilidade obrigatória em que judeus foram colocados nesse período histórico. O filme de Tarantino, por outro viés, explora o judeu sobreposto, vitorioso, e não tão somente uma cultura sobrevivente a um genocídio. Congratulações. Tal visão nunca foi colocada da forma como Bastardos Inglórios se apresenta: agressivamente divertido, comicamente hostil.

A configuração das cenas, a dinâmica em que os fatos se desenrolam, o ambiente sempre propício a delatar uma verdadeira intenção por trás de toda palavra em uma conversa simplória: todos os elementos-chave para a criação de um evento muito verossimilhante foram genialmente explorados. Mesmo que não seja unanimidade na preferência, o espectador não poderá negar que o filme é envolvente, mediante a observação desses tópicos.

            No horizonte de Bastardos Inglórios, o sabor da mescla entre comicidade, tensão e brutalidade dos judeus em sua vingança provoca no espectador uma reação de impacto, de choque pela inesperada, porém muito bem articulada, releitura da Segunda Grande Guerra. Inovador e surpreendente: essências nessa obra de Tarantino.

 

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Agradeço à Danubia P. - minha queridíssima Azul Banana Blair - por ter participado da construção dessa crítica. Piscadela

Casa das Rosas: Cem anos de Futurismo
Em memória ao movimento Futurista de 1909, espaço cultural divulga datas de apresentações literárias, artísticas e palestras sobre o tema.

por Juliana Machado
anunciado pela Folha de S. Paulo em 07/dez/2009, caderno Saber.


O espaço Casa das Rosas anunciou em seu site um delicioso evento – e de curta duração, para aqueles que não poderiam se dedicar a cursos extensos – ligado à arte modernista. A agenda divulgou o início do evento “Cem anos futurismo”, que tratará sobre as influências, propostas, aspectos conflitantes e reflexos da corrente Futurista no Brasil. As ideias foram promulgadas inicialmente na Europa, principalmente na Itália, com Filippo Marinetti e seu “Manifesto Futurista”, de 1909, e serão relembradas entre os dias 10 e 13 de dezembro deste ano, por meio de palestras e saraus. As apresentações temáticas e grupos de espetáculo artístico abordam temáticas como os impactos na música e na arte nacional pelo futurismo, a Semana de Arte Moderna de 22 e sobre um dos seguidores, mesmo que momentâneo, da proposta futurista de Marinetti, Aldo Palazzeschi (1885-1974).


A corrente de pensamento futurista tinha em vista a exaltação da crença no progresso científico e tecnológico e, por isso, suas produções eram dotadas da representação da velocidade, da luz e de efeitos congêneres. Foi ao lado de outras correntes também importantes, como o Dadaísmo, o Surrealismo e o Cubismo, que a arte moderna foi se incorporando. No Brasil, a expressão desse advento se deu com a Semana de Arte Moderna, em 1922, cujos desdobramentos e impactos nos faz citar nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Pichia, Anita Malfatti e Tarcila do Amaral.


A Casa das Rosas está localizada na Avenida Paulista, 37, Bela Vista. A programação completa você confere no link http://www.poiesis.org.br/casadasrosas/agenda_eventos_interna.php?id=261, pelos telefones (11) 3285.6986 / 3288.9447 ou ainda pelo e-mail contato.cr@poiesis.org.br. 
Vale a pena conferir.


{+} Links {+}
• Manifesto Futurista de Filippo Marinetti: http://www.historiadaarte.com.br/futurismo.html
• Semana de Arte Moderna (1922): http://www.pitoresco.com.br/art_data/semana/
• Futurismo: http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/F/futurismo.htm

"SOBRE SENSAÇÃO E CINEMA"

Mediante a sensação intensa que me invadiu ao me deparar com alguns poucos conhecimentos sobre o Cinema, sua história, construção, dimensão e coisas congêneres, não pude evitar fazer desde uma pesquisa sobre o tema (o que deu origem aos links novos que adicionei) até essa repentina mudança de "layout" do meu blog (que, como é possível notar, apenas traduz meu recente passatempo).

Entender sobre as origens do cinema e como, ao longo do tempo, ele foi tomando forma e se centralizando de acordo com a geografia que o rodeia é algo que desperta, no mínimo, interesse. No meu caso, foi algo como obsessão, nada mais justo diante de tanta informação histórica e cultural...

Para dar uma espécie de introdução a esse período no qual me inseri, começo aqui dando a dica que havia sugerido, sutilmente, no começo do texto: visitem os links. São realmente interessantes. Não como trabalho, obrigação moral, nada disso. Apenas é pertinente, eu diria, saber que tudo aquilo que hoje vemos em filmes, programas de televisão e produções midiáticas do tipo, as quais consideramos serem "inovadoras", na verdade não passam de reflexos readaptados ao contexto daquele que produz a mídia. Não questiono a qualidade do material, até porque, para isso, é impossível generalizar. É apenas um destaque que quero atribuir à atenção que se deve ter.

Afinal... não é por acaso que existem semelhanças, não é mesmo?

Visitem os links e "saboreiem" essa questão. Em breve, mais "Sobre sensação e cinema".

Au revoir. Legal

Agnoia - A caverna ainda aprisiona nosso corpo passivo

Por Juliana Machado


O que se pode dizer sobre toda a unilateridade que perpetua pela espécie humana? Pontos de vista específicos são tomados, partidos são estabelecidos, a segregação consensual é aplicada. E qual o nome que se dá à junção de indivíduos defensores de algum tipo de posicionamento que entra em detrimento do outro? Alguns dizem ser parte de um “grupo”, uma “tribo”. Marcar um calendário com um dia para a consciência negra é sutilmente provar que o nome é outro.


A intolerância que se subscreve na assinatura nacional pode muito facilmente ser identificada. Desde o negro e pobre que ignoramos até o negro amigo de quem duvidamos, é possível falar em uma realidade em que sabemos lidar com nossa miscigenação? Não é. Não é porque ainda olhamos para a pele do sujeito quando ele se aproxima de nós em um ônibus lotado. Não é porque ainda analisamos, crítica e dissimuladamente, o policial de pele escura que caminha pela praça. Não é porque ainda há algo em nós capaz de observar com uma estranheza incomum o motorista, o cobrador, o lanterninha, o dono do porsche que sai do Tribunal Regional do Trabalho, o rapaz que nos serve um bom café na padaria.


Um feriado no calendário tem muito mais a nos mostrar do que um dia em que descansaremos. O dia 20 de novembro rasga e sangra nossa memória e não estaria sendo demarcado se não pertencesse a uma realidade tocável e, envergonhadamente, existente.


Temos em mãos inúmeras armas, mas, como diria Hélio Pelegrino, numa reprodução no livro O Encontro Marcado, de Fernando Sabino, “feliz daquele que se percebe em plena treva, pobre e nu”. E, para quem conhece, sim, “é meio-dia em nossa vida” e ainda temos as mãos ocupadas por armas, quem diria. Temos muito que aprender e, mesmo tanto tempo após o 13 de maio de 1888, ainda mantemos uma escravidão assustadora: a nossa própria mente passiva, aceitadora das pequenas injúrias que nos cercam, alheia a atitudes isoladas e desimportantes para nosso dia ocupado.


Que aqui não seja lido um manifesto expansivo, promulgador de ações reparadoras. Leia-se apenas o quanto é interessante ressaltar que esperar até a data em que uma obrigação histórico-social nos coloque em vias de escrever nossos textos belos, de fazer nossas boas ações e de enaltecer nosso orgulho patriota é adotar tanta hipocrisia que nosso reflexo passa a ser tão somente igual à mediocridade que nos acompanha todos os outros dias. E, nesses dias, seremos sempre os mesmos: seres pelos quais é digno nutrir amor e respeito “na sua total e gratuita inutilidade”.


Tenha uma ótima segunda-feira. Um ótimo dia 16 de novembro.

Uma odisseia no trânsito de São Paulo

Retratos do cotidiano de quem reclama ou quer ser ouvido.

 

No Terminal de ônibus Parque D. Pedro II, alguns relatos foram colhidos para fazer uma espécie de “caricatura” dos passageiros que utilizam as linhas da capital. Essa alegoria nada mais é que a reunião de conversas nos ônibus lotados, as quais acabam por caracterizar uma população que enfrenta dificuldades com algum bom humor, talvez alguma educação e uma necessidade enorme de expressar o que sente e o que pensa, esperando ser ouvido, pelo menos, até que chegue o momento de desembarcar. 

 


 Para começar, um acontecimento interessante na linha 702U-10, sentido Terminal Pq. D. Pedro II, merece ser citado. O motorista e uma passageira já idosa conversam enquanto o coletivo percorre a Praça da Sé, por volta das 19h. Muitos passageiros se espremem e, em seus rostos, é possível ver a vontade de chegar logo ao ponto final, onde desce a maioria. A discussão segue acalorada entre os dois protagonistas da cena, que dialogam sobre o governo Lula e o quanto ele é “a única saída para o desenvolvimento do país”. Para o motorista, “Lula é o melhor presidente que o país podia ter, porque ele é decente, é do povo, entende o povo. Tem que ser PT [Partido dos Trabalhadores], ou nada dá certo no Brasil. No governo FHC [Fernando Henrique Cardoso], foi uma lástima, a senhora tá lembrada? Ah, não! PSDB [Partido da Social Democracia Brasileira] não!”. A passageira concorda com a afirmativa e ressalta: “Lula fez bastante coisa boa mesmo”.



 A conversa segue por cerca de dez minutos, quando o ônibus chega ao destino. Ao descer, uma passageira aparentemente nervosa segue para a plataforma da linha 4221-10, Jardim Planalto, que, para alegria de muitos, já se encontrava estacionado e pronto para partir. Maria, que voltava do trabalho, ao reconhecer que estávamos no mesmo ônibus anteriormente, inicia uma conversa que deixaria claro o motivo de sua euforia. “É um absurdo esse negócio de defender partido sem saber o que está falando”, inicia. Seu incômodo estava no fato de que o motorista da linha anterior defendia um ponto de vista, de acordo com ela, infundado e com argumentos que ele mesmo não avaliou se eram válidos ou não. “Fernando Henrique criou o Plano Real e, queira o motorista admitir ou não, isso ajudou muito o país. E o Lula, o que foi que ele fez quando vieram aqueles escândalos? ‘Eu não sei de nada’. Ah, não sabe? Por acaso isso é postura de Presidente do país?”.



Maria trabalha em uma empresa de telemarketing há 5 anos e estava com problemas no trabalho pelos descontos sindicais do salário, que, para ela, são muito altos, e pela questão das faltas. “Muita gente liga avisando que está doente, leva um atestado qualquer e está tudo resolvido. Eu, que só precisei faltar um único dia pra ajudar minha mãe, nem quiseram ouvir. Quer saber? Da próxima vez, eu falto e quero ver me ligarem para cobrir os outros que não foram trabalhar!”. Para ela, a injustiça que as pessoas cometem ao deixar de analisar o que fazem e dizem é o principal motivo para o país “ficar esse caos que é hoje”.



 Cerca de quarenta minutos depois, já na Rua Ibitirama, na Vila Prudente, após o diálogo fervoroso que se seguia, Maria se levantou e deu o sinal para descer em frente à padaria Cepam. Antes de o ônibus parar, porém, revelou: “Muito obrigada por me ouvir desabafar. Agora vou pra casa um pouco mais calma”. Logo que o ônibus parou, ela desembarcou e ainda acenou enquanto se afastava. A viagem seguiu.



 Em um outro episódio, também no Teminal Pq. D. Pedro, às 16h30, o embarque na linha 4288-10 (Parque Santa Madalena) revelou o quanto a tragicomédia pode estar presente na realidade.



O coletivo não demorou muito para chegar, mas, tão logo o embarque foi autorizado, os passageiros já disputavam um espaço. Nos últimos bancos do ônibus, uma senhora com cerca de quarenta anos conversava alto com um grupo de jovens que se sentara ao lado dela. O discurso girava em torno da “raiva” que ela tinha ao presenciar uma “loira falsa” não ceder lugar para uma criança em um ônibus lotado de outra linha. Ela relatava o fato enquanto os jovens riam. “Falei bem assim: ‘Ô, loira falsa, dá aí o lugar pra ela aqui, ó!’. E ela deu. Aí, ela ficou em pé perto de mim com cara ruim e eu falei pra ela: ‘Escuta, eu sou humilde, mas sou cheirosa, tá? Eu tomo banho todo dia, viu?”. Todos riram. Era evidente que a graça da cena descrita ficou somente dentre aqueles que participavam da conversa. Para os demais passageiros, tratava-se de um grande incômodo, visto que aquelas pessoas riam e falavam quase aos gritos. A senhora que contava tudo ainda completou: “Preconceito isso. Injustiça. Ela não levantou, eu falei mesmo!”.

 


Por volta das 17h, os jovens descem. A senhora, um pouco depois. O ônibus ainda segue lotado e, conforme foi possível notar em alguns comentários casuais, desses sem um interlocutor específico, que tentam iniciar um diálogo com alguém, “onde está o preconceito? Na moça que não levantou para a criança sentar ou nessa senhora aí, que não sabe respeitar os outros passageiros e fica gritando pra todo mundo ouvir ela falar?”.



E o que se pode dizer? Ainda há muito que se ouvir nesse conglomerado de pessoas que têm muito a revelar e, mais do que isso, precisam revelar.



Juliana Machado, em 15/10/2009.

 

Obs.: "Odisseia" está escrito conforme diz o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Apagão? Jura?

Mediante o recente acontecimento que nos surpreendeu na noite do dia 10 de novembro deste ano, tenho apenas duas observações. Para que já fique claro o que realmente me chamou a atenção neste inconveniente, digo-lhes: a capacidade de disseminação da notícia e a petulância dos nossos excelentíssimos senhores governantes.

 

A saber: quando nossos relógios paulistas marcavam 22h15, todos nossos computadores, televisões, videogames e os demais aparelhos elétricos apagaram. Eu, em pleno trabalho de montagem de um trabalho, já nem fui capaz de emitir qualquer palavra de fúria. Afinal, tudo estava imerso em escuridão e a única saída era a procura pelas velas, isqueiros e qualquer outro objeto, estranho à nossa comunidade “moderna”, que emitisse luz. “Saquei” meu celular e logo sintonizei alguma rádio que estivesse no ar e qual não foi minha surpresa ao ouvir a CBN relatando possíveis causas, consequências, relatos, extensão dos danos e tudo que consta como interesse sobre o recém-ocorrido. É impressionante o nível de agilidade com que um acontecimento é espalhado aos transeuntes, ouvintes casuais ou telespectadores passivos. Eu, por exemplo, se não tivesse em mãos a minha “arma tecnológica”, que por vezes considerei inútil nesse sentido, visto que já sustentei o argumento de que “celular é para falar, somente”, só ficaria sabendo do fato por completo no dia seguinte, pelos jornais, ou quando a luz voltasse. Que a luz acabou era fato óbvio, mas o interesse em saber a dimensão do problema, previsão de ser solucionado e outros detalhes sempre são coisas pelas quais não nutrimos muita paciência e bom humor. E eu, claro, como todo bom ser humano facilmente irritável, estava prestes a ter uma síncope.


É por esses e outros motivos que ainda tenho empenho em seguir a carreira jornalística: tanta rapidez, tanta ferocidade pela notícia é muito atraente. Essa busca pelo que aconteceu, pela causa, pela resposta, pelo esclarecimento me chama a atenção de tal forma que hoje sou incapaz de abandonar a vontade de me tornar parte diretamente integrante dessa miscelânea de ações.


No dia seguinte, após o desespero em elaborar novamente todo o trabalho perdido pelo blecaute, chegaram as informações (algumas já conhecidas) sobre o fato. Aos poucos, com o caso sendo esclarecido, algum estarrecimento me acomete. Dona Dilma Rousseff (Casa Civil) declara que o sistema de energia elétrica foi “inteiramente recuperado” para, pouco depois, declarar que o país “não está livre de blecaute”. Edison Lobão (Minas e Energia) contribuiu com seu ponto final, dizendo que “sobre o blecaute, está encerrado”, isso após ter orado muito para que o caso estivesse mesmo resolvido.

 

Peço a palavra e me pergunto: até que ponto a política do “acho não acho” será colocada de lado para que o consumidor, pagante de todas as taxas e impostos, tenha uma justificativa plausível para panes que atrasam sua vida? O governo e seus ministros “sábios” sempre deixam a sociedade à margem da tomada de decisão. Digo isso não pelos plebiscitos que nosso país não faz, mas pelo preço alto que pagamos para não obter esclarecimentos decentes quando algo dá errado, como se fôssemos coadjuvantes, ou pior, simples e desimportantes figurantes de cena. Não tomamos as decisões, mas calma aí! Também não precisam ignorar, como se nada de grave tenha acontecido. Se existem possibilidades de uma pane como essa ocorrer novamente, favor consultai vossos planos, senhores do Planalto! Afinal, caso tenham se esquecido, em 2014 temos a Copa do Mundo e, em 2016, as Olimpíadas. Já pensou se acontece um apagão em pleno evento? Será, no mínimo, vexatório. Ou será que poderemos dizer que será algo esperável?


Como sempre, nosso Brasil maravilhoso precisa que seus líderes governamentais tenham uma coisa em mente: sensatez. Isso é bom para que, depois, não fiquem culpando a imprensa e sua agilidade por espalhar por aí o tamanho do problema.

A erudição repercutida (mais impacto que certeza)

Todas as vezes que ainda me questiono "por que me preocupar", ainda tenho dificuldade em não me ignorar, bem assim, na cara dura.

Mas sabe que não posso? Não, não posso. Eu necessito de respostas de mim mesma e daí advém toda essa ânsia incontrolável por qualquer coisa que esteja fora do meu domínio. Ou seja, posso afirmar - e vocês também - que tenho muito o que ler e entender para não me deixar falando sozinha.

Um blog é narcista. Normal. Por isso o texto de mim para mim. E por isso a tristeza em tanto se buscar saber e, quanto mais se sabe, mais certeza em se fundar sob uma certeza: ignorância.

Inevitável. Mas o que fazer diante dos fatos? Simplesmente ceder à iníqua sensação de sufoco e humilhação que eles impõem? Isso é muito normal. Se é normal, só obterá, no máximo, um olhar um pouco mais direcional. Mas nada que virá a ser plausível.

Interessante. É essa a característica dessa sede e essa sensação de derrota constante. É essa a característica de quem se afoga dentro dos acontecimentos, por qualquer razão que seja. Eu, no momento, além da curiosidade natural, tenho em vista ser Jornalista por profissão. Mas, apenas para dar fluxo a esse blog, não vou dizer que é inútil o desmembrar do mundo, o devorar de tudo que cair na sua mão. Muito pelo contrário: se é pra ser ignorante sempre, que seja imerso em coisa demais.

Abraço!

Chamei esse texto de "Empresas Ritualísticas", mas aceito sugestões.

Segue aqui o mais novo texto que redigi após a leitura do livro de Richard Dawkins, "Deus, um delírio", brilhantemente a mim apresentado em virtude de conter um relato muito característico sobre o ateísmo e as observações decorrentes dessa postura de racionalidade e ciência entrelaçadas. Leitura recomendável para os curiosos e fundamental a "indivíduos que precisam fugir da religião".

 

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Certamente, é fácil adotar a existência de um ser supremo como sendo causa e concomitante consequência para tudo que, de maneira natural, seria simples decorrência da matéria e de suas modificações. Não sendo o suficiente, na hipótese de não se conhecer algo, não se ter uma explicação para determinado fato intrigante, afirmar que tal é subproduto deste ser superior acaba se transformando ("transubstanciando-se", talvez...) em justificativa suficiente.

Para aqueles que apenas acreditam, de fato, é uma explicação muito satisfatória, uma vez que a crença criacionista/fundamentalista é somente isso: uma barreira à abrangência da mente, no que concerne ao fato de que a evolução é ação ininterrupta. Não digo que aqueles que creem não são capazes de se desenvolver, não. O desenvolvimento é característica inerente a qualquer um, cão, gato, eu ou você. Mas a crença em entes divinos pode representar a abstinência para muitas das possíveis realizações que um ser humano está apto a tomar, tendo em vista que a entidade sobrenatural na qual se crê "tratará de punir os malfeitores e recompensar os seguidores dos juízos perfeitos, não sendo preciso que tentemos mover estruturas muito elaboradas para nós, pequenas e insignificantes criaturas incapazes de querer compreender qualquer coisa para a qual não se possua explicação". Sim, claro. Portanto, um cirurgião que salvar uma vida, até então tida como condenada à morte por determinada fatalidade, certamente teve as mãos guiadas por esse ser supremo e, por isso, o crédito deve ser de deus e não dos anos que esse médico dedicou ao estudo da sequência de procedimentos cirúrgicos. Para mim, tal postura soa mais como egoísmo deliberado. Na pior das hipóteses, essa crença pode motivar o indivíduo a infligir danos, a prejudicar outro que discorde de seu ponto de vista (alienadamente) religioso.

Para todos os que se sentem ultrajados com essa descrição, saibam que não é inteligível considerá-la uma falácia, porque não é. Ilustrativamente, temos que Judaísmo, Islamismo e Cristianismo, embora muito diferentes na atualidade, descendem de uma "raiz religiosa" comum, que são as crenças e rituais de antigas civilizações do Oriente Médio. As implicações político-econômicas que levam ambas a se destruírem mutuamente não serão abordadas aqui por não estar eu interessada em enumerar causas oriundas da mediocridade e egocentrismo em demasia do ser humano no assunto "poder", mas sim para demonstrar uma das inúmeras contranitências que surgem da chamada "fé" (mesmo?!). O fato é que, embora seja nítido o interesse em domínio de terras e pessoas e qualquer outra coisa que represente riqueza, muitos dos inúmeros conflitos que afligem a humanidade são justificados de que forma? Pela religião, claro! Possivelmente, na inexistência de religiões diversas (é apenas uma hipótese exemplificadora, por favor, eu sei que determinados devaneios, embora saudáveis, são improváveis), outras razões seriam reforçadas, uma vez que já existem. Entretanto, estou apenas fazendo uma observação de acontecimentos e este, de que a religião é sim (quem disse que não?) também capaz de despertar o que há de ruim no ser humano, é inegável, senhores criacionistas. Repito: é inegável.

Se há quem acredite irremediavelmente ser este um motivo pouco, tudo bem. Afinal, é compreensível (pois é esperado), conforme Richard Dawkins já afirmara, que se todas as provas contra a existência de uma entidade divina (ou várias) fossem encontradas, os que creem possivelmente não mudariam seu ponto de vista, sob a alegação, por exemplo, de que "é pouco e muito inferior a deus para atingí-lo". Engraçado: se, por outro lado, fossem apresentadas provas de que deus existe (novamente ressalvo: devaneios e situações hipotéticas são válidos quando usados como exemplificação), certamente a intocabilidade, este caráter intangenciável e inexorável em que se encontra a doutrina religiosa e a adoração divina, convenientemente cairia por terra e os criacionistas diriam que estavam certos desde o começo. Claro! Brilhante solução! Jogue pela política do "menos ruim": acredite em deus, obrigatoriamente, diga-se de passagem, pois, se provarem que isso é um delírio, você poderá ignorar e, se provarem que lá está seu criador, você não precisará nem mover os lábios. Certamente, deus vai me punir por ter desafiado as mãos e as palavras opressoras preexistentes em virtude de ter um cérebro suficientemente apto a não me conformar com as imposições e a escravidão psicológica. Vai, vai me punir. E vai poupar a vida de todos os relutantes, os hesitantes que preferem padecer do que questionar, porque alguém lhes disse que era daquela forma. Vai, vai poupar... O mundo é feito de zebras que fogem do leão, correndo e usando todas as suas vantagens naturais, ou de zebras que deitam na grama e aguardam a morte cabisbaixas e covardes porque há coisas que não se pode contrariar? É... não sei se precisaríamos ir às pradarias da África para descobrir a resposta.

Nada está em estado de total impossibilidade de ser discutido. Se existe, existe para seu estudo e posterior aceitação ou recusa. Ambos conceitos estão dissociados do conceito de respeito: estudar algo, discorrer sobre algo não significa que esse "algo" está sendo desmerecido. Não mesmo. Desmerecimento certamente tem relação com a capacidade que um indivíduo tem de apontar as observações de outrem como erradas, uma vez que a basificação das ideias é feita sobre moldes inflexíveis. Essa intolerância, sim, é a causa primordial da estagnação, e a ignorância certamente prejudica a ampliação conceitual, tão necessária, incessante e natural no que concerne à evolução. E, saibam, fundamentalistas, lamento deixá-los entristecidos, mas isso é algo que vocês não podem mudar, afinal "evoluir" é essencial, em todos os sentidos.

 

 

JULIANA MACHADO

05/08/2009.

Mensagem àqueles

Eu vou e volto.

Eu sigo, retorno...

Sempre fiz isso.

Peguem um trem ou metrô e venham comigo, ora...

Eu não sumo..

Apenas caminho, meus anjos...

Adoro todos.

Cor: Fastídio

Ela foi tornando sua vida uma abreviatura. Sim. Não. Talvez. Onde? Quando? Ainda eram poucas as palavras que ela usava. Afinal, as "obs." constantes foram transmutando-a em uma résquia do que uma centelha de sua vida possivelmente seria. Mas ela se conformava em ter as demais vírgulas e pontos restringindo sua existência de forma perversa...

 

Eu não vou dizer que gostaria de tê-la resgatado, porque ela não desejava ser salva. Suas objeções se tornaram cansativas. Suas vontades eram nada mais que simples limites externos, uma forma corporal que ela toma e que se dilui com o tempo e no espaço, tal como o que é sólido.

 

Ela caminhou por esses traços que estou lhe mostrando, meu amigo, e não lhe peço que entenda ou que tente refazê-los, não. Não. E dessa vez eu digo "Não" com a vemência necessária para que você entenda que não quero que sua tão honrosa pessoa se torne apenas mais uma extensão de algo que seu pai foi, que seu avô foi, que seu bisavô foi... que todos os seus e os meus antepassados foram... repudiáveis abreviaturas que perduram porque assim permitimos.

 

A ventania foi soprando seu cabelo claro, mas a inércia é sublime. Amargo sabor. Ela ficou presa, meu caro amigo, presa em si. Longe de si com seus pontos sem interrogações, concomitantemente. Afirmações quaisquer que nem mesmo sua mente alienada pôde sufocar com maior ímpeto. A contranitência é muito e para muitos... eu não lhe estendi a mão pela segunda vez.

 

Vamos embora, meu amigo, para que não nos percamos. Começa a esvair-se o dia.

 

Dormiremos em leitos quentes para que nossas mentes não se congelem em idílios fantasiosos...

 

Boa noite.

Deixo

Cada absoluta verdade, eu deixo se eximir.

Cada passo que eu dou rumo a algo, eu deixo de determinar.

Cada alegria que impuseram ao meu envenenado caráter, eu deixo de ver.

E deixo só a minha dignidade para não ter que ir em sua busca quando ela naufragar.

Cada palavra que me disseram antes, eu deixo esquecida.

Cada som que se perde no chamado coletivo, eu deixo sair.

Largo livre essa passagem ao vazio... vazio é tudo, porque tudo foi deixado de lado.

E posta livre a loucura, intermediada outrora por válvulas evasivas, eu deixo, muito seriamente, que meu corpo cometa suas desumanidades...

Ser humano é ser ruim... e quem deixa de afirmar?

E então eu deixo, eu deixo sem sentido meu sentido mais puro.

Eu deixo abandonado ao relento o lento e claro objetivo.

Eu me deixo só e só eu vejo que nada se constitui de abstrato ou concreto o bastante.

Eu vivo em um mundo que nada deixa para mim além de si mesmo: e isso é pouco.

Eu não lamento por luzes ou pela falta delas.

Eu deixo, e apenas deixo, que essas curvas previamente colocadas me levem pra qualquer lugar,

Porque, deixado, nada se essencia para buscar o que se é.

OLÁ OLÁ!!!!

Boa noite para vocês!!!!

Depois de algum tempo sem postar absolutamente nada, retornei, na tentativa de não parar nem que seja por um minuto. Tenho estado um pouco atarefada com esse conjunto de porcarias insanas que denominamos "trabalho". Fora isso, tenho meu cursinho, que tem sido tudo que me entusiasma e me faz "permanecer por mais um minuto quando tudo parece perdido", como já dizia Gandhi. Minha vontade de me tornar Jornalista pela USP me mantém de pé, mesmo que constantemente eu seja lembrada que isso é uma árdua tarefa a ser executada... ô coisa chata...

Eu tenho minhas metas e só quem possui metas sabe o quanto elas são fundamentais para a sanidade mental, incansavelmente necessária em estados de alienação da mente, que é justamente ao que se submete aquela maioria a qual sempre me refiro criticamente.

Ainda assim, peço desculpas por ter desaparecido e não pretendo deixar que isso ocorra novamente.

Quanto ao restante, digo apenas

Fiquem bem e tudo de bom.

Ju Machado.

De uma carta de Hélio Pellegrino

Este é mais um pensamento, mas, dessa vez, não é de minha autoria, e sim de um livro muito interessante, de ideal sublime sobre existência: "O ENCONTRO MARCADO", Fernando Sabino.

Um encontro consigo mesmo? Ou uma perda de si em um local que não se conhece? De qualquer forma, é quase como viver em São Paulo: sempre cercado, sempre sozinho...

Em todo caso, não vou analisar a obra, pelo menos não agora. Vou, primordialmente, dedicar um espaço exclusivo a um trecho exposto logo no começo (cuja autoria se encontra no título desta mensagem) e que, sem dúvida, marcou-me pela carga emocional e pela honestidade (que poderia ser também chamada de veracidade) em relação a realidade, conforme já supra (micro)comentei.

É, sem dúvida, perturbante para quem compreende, culposo para quem se identifica e suicida para quem gosta (é perceptível, por isso, que possui um caráter, no mínimo, ofensivo...).

Por tudo isso, eu o amei logo da primeira vez que nos vimos... quem disse que isso não existe?

Sem (mais) delongas...

"O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo e perdê-lo, é contemplá-lo na sua libérrima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos comtempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome."

Pensamento (lamento, mas não vou dizer "do dia")

Bom dia, boa tarde, boa noite e boa madrugada a todos!

Este pensamento já havia sido deixado na minha pasta de textos. Entretanto, sua importância e representatividade só foi alcançada após eu deixá-la em um cartão de aniversário para minha amiga de todas as horas, Nathália (saudades de você!!!).

A mensagem é legal. Possui peculiaridade...

"Sonhos verdadeiros são como leves penas: o vento, ao soprar, pode arrastá-los bem próximos ao chão, fazendo com que eles se tornem miscíveis à poeira ou ao concreto; por outro lado, o vento pode carregá-los, levando-os para o alto. Fazendo da ascendência sua imutável característica, eles podem esquecer-se de se tornarem terrenos, passando a ser, inteiramente, pássaros libertos."

Não sei quando, exatamente, fiz a primeira escrita desse pensamento, mas, como todas as idéias, o tempo não é importante enquanto elas, propriamente ditas, não se perderem.

Até breve, com novas EXPRESSÕES...

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